Eu sou,
a poetisa, a poeta perdida nesse para sempre, que ninguém conhece ou alcançou.
Eu fui, eu serei, repetitivas vezes estou em um cálido mar, inspirando quem eu
era. Porque não importa, estou no meio do nada e esperando essas nuvens
dissipar. Refletir qualquer esplendor que um dia eu nunca possa sentir. Queria
errar as palavras, desloca-me dessa dor e matar quaisquer fontes de ódio em minha
caixa repleta de palavras e panfletos de poesia. Eu sou, uma luz mórbida e
silenciosa. Escondi-me em suas sombras e nasci nas nascentes dos seus rios de
lágrimas. A água cura e sufoca. O fogo aquece e queima. E, somos, tão vazios,
cheios de raiva e ganância. Pois, destrua esse mundo e diga que a
sustentabilidade irá nos achar e salva-nos de toda a pena. Morreremos como as
plantas e seremos apenas, engolidos pelo os insetos que hoje pisamos.
[...]
Por: Gabriele Araújo.
Criado em: Dois de setembro de dois
mil e quinze.
Atualizado em: Quatorze de outubro
de dois mil e dezesseis.
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